• Lucas DP Sartori

O que você precisa saber sobre a Cirurgia do Contorno Corporal após a Gestação

Atualizado: Mar 10


A gestação é uma das fases mais bonitas na vida de uma mulher e é acompanhada de muitas mudanças, da sua rotina e do seu próprio corpo.


Com relação ao corpo podem ocorrer alterações como a diástase de músculos abdominais, flacidez de pele, acúmulo de gordura e estrias abdominais. Além disso, as mamas tendem a alterar seu formato com a amamentação.


Todos esses efeitos passam a ser percebidos após o nascimento do bebê e muitos deles acabam não voltando ao seu normal com o passar do tempo.


Essa é uma das principais queixas que recebo em meu consultório: mulheres realizadas com a maternidade, mas infelizes com o seu corpo após a gestação.

Em praticamente todos os casos como este eu indico a realização da Cirurgia do Contorno Corporal, que é a associação da Abdominoplastia com a Lipoaspiração e, em muitos deles, também a Mastopexia, que é o levantamento das mamas com colocação de Prótese.


1. O que é possível corrigir com o Contorno Corporal?

A Cirurgia do Contorno Corporal é uma das mais completas que realizo. Com ela é possível corrigir:


- A sobra de pele e a flacidez da região abdominal;

- As estrias que surgem com distensão da pele logo abaixo do umbigo;

- O afastamento da musculatura do abdome, a famosa diástase;

- O acúmulo de gordura localizada na região abdominal, costas, culotes e flancos;

- Perda de volume ou afundamentos do bumbum;

- Flacidez e queda das mamas;


2. Quanto tempo após o parto posso realizar a Cirurgia?

O mais indicado é três a seis meses após o nascimento do bebê. Após este período será possível corrigir a flacidez, a sobra de pele, as estrias na região abdominal e também a diástase (abertura da musculatura abdominal) ocasionada pelo crescimento do bebê.


Na mesma ocasião também será possível corrigir a cicatriz da cesárea e retirar a gordura localizada, que pode ser tratada e enxertada em outras partes do corpo, como o bumbum.


E, se indicada e for seguro no seu caso, a correção das mamas pode ser associada.



3. Todas as mulheres após a gestação podem realizar a Cirurgia?

Além de aguardar o período de três a seis meses após a gestação, a paciente precisa estar com um peso que permite a realização de uma cirurgia com segurança, que pode ser medido através do seu IMC.


Eu realizo cirurgias em pessoas com IMC idealmente até 28, tolerando até 30 em alguns poucos casos. Para calcular o seu é só dividir o seu peso pela sua altura ao quadrado (peso / altura x altura).


Além disso a paciente não pode ser fumante e caso possua alguma doença associada, é preciso que ela esteja controlada por um médico assistente, mediante liberação do mesmo.



4. A colocação de prótese de mama pode interferir na amamentação?

Depende. A prótese de mama não interfere de forma alguma no processo da amamentação, porque ela pode ser colocada ou acima ou abaixo do músculo, porém, sempre vai ficar abaixo da glândula mamária.


Então, se for realizado apenas um aumento sem retirar pele, a capacidade de amamentação vai continuar a mesma.


Porém, se a indicação for de levantar a mama (Mastopexia), existe uma chance de a amamentação ser prejudicada se os mamilos forem muito caídos.



5. Quais cicatrizes ficarão com todos esses procedimentos?

Isso vai depender das indicações para o seu caso, como por exemplo se será preciso uma Abdominoplastia Tradicional ou uma Mini-Abdominoplastia. Da mesma forma com a indicação da Cirurgia de Mama, se será apenas um aumento simples sem retirada de pele ou uma Mastopexia.


Na Abdominoplastia a cicatriz vai de ponta a ponta, enquanto na Mini ela fica um pouco maior que uma cesárea (mas é muito pouco indicada).


No aumento simples de mama, a cicatriz fica apenas no sulco, em torno de 4,0 cm, porém, na Mastopexia a cicatriz é o famoso T invertido.

6. Como é a recuperação?

Basicamente funciona assim:


- Durante 14 dias a paciente precisará ficar totalmente curvada, durante o dia e à noite, pois durante a cirurgia eu vou retirar o máximo de pele possível da região abdominal. Por isso é muito importante que a paciente não fique reta durante este período, pois dessa maneira pode acabar abrindo os pontos e prejudicando a cicatriz.


- A dor durante a recuperação com relação à região do corte e cicatriz costuma ser pequena e tolerável apenas com analgésicos. A maior queixa geralmente é em relação à posição, que causa um dor na musculatura lombar durante essas duas semanas, por isso indico o uso de uma muleta ou uma bengala para auxiliar nesse período.


- Após o quarto dia de cirurgia é de extrema importância que a paciente inicie as sessões de drenagem linfática. O indicado são pelo menos 10 sessões, idealmente 20.


- Para evitar profilaxia de trombose e embolia no pós-operatório a paciente terá que fazer seis aplicações de anticoagulante e usar uma meia de compressão venosa por cerca de 15 dias.



7. Os resultados são permanentes?

A tendência é de que os resultados da associação dessas cirurgias tenha uma boa durabilidade. Porém, obviamente, é necessário um cuidado especial por parte da paciente.


A dieta tem que ser muito equilibrada, evitando uma grande variação de peso, pois isso pode acarretar em novos excessos de pele, acúmulo de gordura ou, eventualmente, até mesmo o surgimento de novas estrias na região abdominal e mamas.

Além disso, é preciso lembrar que a gravidade continua agindo sobre os tecidos e a tendência, a médio e longo prazo, é de nova queda das mamas.

Resumindo, se a paciente manter os cuidados adequados, o resultado das correções feitas pelas cirurgias do abdome, como o excesso de pele, a diástase e o contorno corporal também se manterão a médio e longo prazo.


E das mamas tende a ter uma durabilidade temporária, dependendo da ação da gravidade sobre o corpo da paciente.


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