• Lucas DP Sartori

Mastopexia: a cirurgia corretiva das mamas caídas

Quase todas as mulheres, em algum momento da vida, sentem um desconforto muito grande em relação às suas mamas: percebem que as mesmas já não são mais tão bonitas e projetadas como antes, estando agora flácidas e caídas. Geralmente essa queda das mamas, tecnicamente conhecida como ptose mamária, se dá pela idade (à partir dos 30 anos, causada pela perda de colágeno da pele), se dá pela perda de peso excessiva (pacientes após cirurgias bariátricas) ou, mais comumente, se dá pela gestação e amamentação (efeito sanfona da gravidez mais sucção pelos filhos ao sugar o leite).

A correção da ptose existe e tem nome: Mastopexia, a cirurgia de reposicionamento da mama, realizada com ou sem Prótese Mamária.

É importante diferenciar a ptose mamária, onde as mamas são caídas (independentemente do tamanho) e necessitam a Mastopexia, das mamas que são grandes (normalmente desde a adolescência) e que necessitam da Cirurgia da Mama Redutora, já explicada em outra coluna.

Existem três graus de ptose, quanto maior o grau mais caída é a mama (Figura 1)

Inicialmente definimos a nova altura da aréola e mamilo (o bico da mama e a parte redonda em volta), o qual chamamos de Ponto A (figura 2). posicionando em uma distância que varia em torno de 16,0 até 19,0 cm do pescoço.


Figura 1

Figura 2

O segundo passo é a definição do quanto de pele que vai ser retirado lateralmente e medialmente, o que é definido através de manobras médicas específicas. Nesse momento temos um desenho triangular definido (área com os riscos pretos) de sobra de pele, a qual vai ser retirada para que a mama volte a sua posição mais alta e sem a pele flácida que está em excesso, causando a queda mamária.

A decisão de colocar uma Prótese de Mama ou não se dá por dois motivos: se a paciente que aumentar a mama (porque a mama pode ser caída e pequena ao mesmo tempo) ou se ela quer uma mama montada e com o polo superior da mama bem marcada (visto que quando essa cirurgia é realizada sem prótese a tendência é ficar com o polo superior mais esvaziado).

Normalmente é realizada uma lipoaspiração para as sobras laterais do seio. O resultado final da cirurgia (figura 3) é uma cicatriz em volta da aréola e duas cicatrizes retas, uma na horizontal e outra na vertical, que denominamos como a cicatriz em T invertido.


Figura 3

A possibilidade de não amamentar no futuro é muito baixa pois as técnicas mais modernas e recentes preservam essa função na quase totalidade dos casos.

O período de recuperação gira em torno de 20 a 30 dias, sendo necessário o afastamento das atividades diárias nesse tempo. São utilizados medicamentos para a dor e para evitar tromboses. Uma malha pós cirúrgica é utilizada por 2 meses. O retorno às atividades físicas na sua totalidade se dá após 60 dias.

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​© 2020 - Dr. Lucas Dal Pozzo Sartori